Dicas Para Criação de Anúncios de Varejo

Criação publicitária, vez ou outra, até dá margem para a expressão das sempre famosas grandes idéias artístico-premiáveis, mas o mais das vezes é linha de produção mesmo – sem charme, sem glamour -, particularmente quando o Job não pede nada de caráter institucional ou de Soft sell (comerciais que apelam para o onírico, poético, o humor e que apresentam o produto como herói).

 

O anúncio de varejo que me refiro é o de “compre agora, pague depois, e Custa só…” É o anúncio do hipermercado que diz que o quilo da salsicha está super barato; é o anúncio da casa de móveis que mostra a nova linha de cozinha e que você poderá pagar em milhares de prestações baixíssimas.

 

Porque é na dinâmica, no vaivém dos estoques de uma casa varejista que reside a própria natureza de negócio. Assim, o anunciante decide hoje a tarde a oferta que estará nos jornais de amanhã cedo. Seja a salsicha do hipermercado ou os móveis da revendedora.

 

Daí, é natural que, tanto pela pressa quanto pela necessidade de resultados imediatos no caixa do varejista, quem atende a contas publicitárias dessa natureza, principalmente o pessoal da criação, veja-se naturalmente impedido a lançar mão de “receitas infalíveis de sucesso” no instante de conceber seus magníficos leiautes.

 

Até porque os anúncios de varejo são como automóveis, mudam o fabricante, mudam o design, mudam os acessórios, mudam o apelo comercial; Mas como todos automóveis continuam apresentando motor, design, rodas, direção enfim é mais do mesmo.

 

Como anunciar para o varejo? Existe uma receita de bolo Cláudio? Talvez a principal receita seja aquela que se pode caracterizar pela silga MMVO, indicativa de maior, melhor, verdade e oportunidade.

 

Porque a regra que geralmente se encontra na Propaganda de varejo por aí é a seguinte: faça parecer maior, faça parecer melhor, faça parecer verdade, faça parecer oportunidade (à primeira vista, apresentando o conceito dessa forma, talvez haja a sugestão de que a Propaganda de varejo esteja calcada numa imensa e indescritível picaretagem; mas como veremos a seguir isso não faz sentido).

 

 

 

 

Faça Parecer Maior

Toda comunicação de varejo só existe porque também existe concorrência anunciante. Se houver um varejo monopolista, certamente seus gerentes nunca investirão um único centavo em propaganda; isso não será mesmo necessário. Quanto mais a concorrência tende à perfeição, maior a necessidade de propaganda (veja o conceito dos economistas para concorrência perfeita). Por sua natureza fortemente concorrencial, o anúncio de varejo tem, mais do que os demais gêneros de anúncios, a obrigação de destacar as virtudes do produto, as características especiais, os diferenciais de toda espécie. Isto é fazer com o que o produto pareça maior do que o concorrente.

 

 

Faça Parecer Melhor

 

De fato, todo anúncio de todo gênero, e para todo fim, procura fazer com que o produto anunciado pareça melhor, não apenas do que o concorrente, mas principalmente melhor do que a expectativa do consumidor poderá imaginar. É uma questão de valor atribuído versus preço efetivamente pago. Caso clássico do “vale mais do que custa”. Quando a balança do retorno de comunicação, a balança do recall, pende mais para o valor do que para o preço, é sinal de que o anúncio funcionou bem.

 

 

Faça Parecer Verdade

 

O varejo norte americano é doutor na matéria. Não há em seus anúncios um único instante em que a clara “comprovação fatual” das virtudes do produto não esteja presente. É o típico malho de vendas do camelô. Os ingredientes são óbvios: demonstração insistente de usos e novos do produto, somados a exagerados apelos testemunhais. Como demonstração de usos e novos usos do produto, é bastante comum, por exemplo, importadores de equipamentos de estética e modelagem física apelarem para este expediente a partir de informações pretensamente científicas, como gráficos clínicos, depoimentos de técnicos e demais pessoas usando avental branco.

Duvido muito que você não tenha lembrado da famosa Polishop.

 

 

 Faça Parecer Oportunidade

 

É, em outras palavras, o apelo ao senso de urgência. É aquela coisa do “compre agora… ou você dança!” É estimular a rapidez na decisão de compra. Este estímulo à urgência deve-se, acima de tudo, às questões relativas ao gerenciamento de fluxo de caixa/ giro de estoques.

O anúncio de varejo deve estimular o imediatismo na ação de compra (embora seja pouco provável que, passada a época da oferta, o produto desapareça das prateleiras). De qualquer modo, é o tímulo infalível ao ‘ligue djá!’ tão preconizado pelo andrógino Walter Mercado.

 

Para arrematar, convém que tudo isso seja feito com muito título, pouco texto, fotos grandes e cores fortes. Bom, isso não é regra obrigatória, mas é o que realmente funciona.

 

Vídeos para melhor entendimento:

 

 

 

Um forte Abraço pessoal!

 

Dúvidas, elogios e sugestões fique à vontade.

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Uma resposta para “Dicas Para Criação de Anúncios de Varejo

  1. Para se trabalhar varejo, com o mercado competitivo ao qual vivemos, é necessário ter criatividade e inovação sempre em primeiro lugar, pois a selva não perdoa. O fato é que temos que convencer o mercado consumidor que a melhor opção é adquirir nossos produtos e serviços. Tais fatores citados neste post, são passos básicos para trazer a sobrevivência da marca, e com isso evitar o declínio da mesma. Por esse motivo as empresas deve abusar das estratégias bem formadas e direcionadas em seu nicho mercadológico, para que assim seu maketshare seja sempre mantido.

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