As redes sociais não são as vilãs e sim a essência humana

No domingo passado, eu estava fazendo as minhas pesquisas por noticias, quando me deparei com este título: “Facebook and Twitter are creating a vain generation of self-obsessed people with child-like need for feedback, warns top scientist”. Nem preciso dizer que, na mesma hora, cliquei no link e li a matéria.

Resumindo o conteúdo, cientista acredita que o Facebook e o Twitter estão criando uma nova geração, que não é nada construtiva. Ela aponta que os usuários do Twitter, que falam sobre suas vidas diariamente, mostram uma necessidade de serem vistos, observados e aprovados como se tivessem em uma crise de identidade, igual quando somos crianças e queremos mostrar tudo que fazemos aos pais para receber um “muito bom meu filho” ou “parabéns, merece um prêmio”.

Trecho traduzido da matéria:

Baroness Greenfield, ex-diretora do corpo de pesquisa do Royal Institution, disse: “O que me preocupa é a banalidade do tanto que sai no Twitter”.

“Por que alguém estaria interessado no que outra pessoa comeu no café da manhã? Isso me lembra uma criança pequena (dizendo): “Olhe para mim mamãe, estou fazendo isso”.

“É quase como se eles estivessem em uma crise de identidade. Em certo sentido, é manter o cérebro em uma espécie de túnel do tempo”.

Outro aspecto que foi observado é o uso que as pessoas fazem do Facebook, postando milhares de fotos de suas vidas pessoais, além dos posts que buscam sempre um “curtir” ou “compartilhar”. Segue o mesmo caminho do chamar a atenção, ser visto e reconhecido. E a possibilidade de postar muitas fotos gera a a ideia de minis celebridades, que expõem suas vidas para ser tornarem conhecidas e admiradas.

Trecho traduzido da matéria:

“É quase como se as pessoas estivessem vivendo em um mundo que não é o mundo real, mas um mundo onde o que vale é o que as pessoas pensam de você ou (se eles) podem clicar em você”, ela disse.

Não discordo com as opiniões abordadas pela cientista, pois eu, que trabalho com redes sociais, vejo muitos perfis com a agenda completa do dia da pessoa, só falta escrever que está no banheiro, sem falar das inúmeras mensagens “me segue que eu te sigo” e “segue a @…. que eu te indico”.

É um pouco de exagero toda esta exposição e, como tudo na vida, as redes sociais tem um lado bom e ruim. Mas não concordo em dizer que as redes sociais estão criando uma geração de pessoas obcecadas por atenção, pois, na verdade, elas estão apenas dando voz a estas pessoas, pois isso faz parte do ser humano.

Quantas vezes você já conversou com alguém que não lhe dava um segundo para falar? Quantas vezes você andou na rua e viu uma pessoa tão chamativa que não tinha como não reparar? Quantas vezes o seu amigo inventou histórias sobre a vida dele apenas pra contar vantagem? As redes sociais não são as vilãs, pelo menos neste caso, e sim a essência humana.

Clique aqui para ler a matéria mencionada no artigo.

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